Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 12 de novembro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) a prova da vossa fé (…)

(1Pe 1:7)

A fé não provada pode ser uma verdadeira fé, mas certamente será pequena, e é provável que se mantenha pequena enquanto estiver sem provações. A fé nunca prospera tão bem como quando todas as coisas estão contra ela; as tempestades são seus treinadores, e relâmpagos são seus iluminadores. Quando a calma reina no mar, espalhe as velas como quiser; o navio não se moverá para o seu porto, pois em um oceano adormecido, a quilha do barco também dorme. Deixe os ventos uivarem apressados, deixe as águas se levantarem, e, então, embora o navio possa balançar, e sua plataforma possa ser lavada pelas ondas, e seu mastro ranger sob a pressão da cheia e intumescente vela, ele avançará em direção ao porto desejado. Nenhuma flor veste-se tão adoravelmente de azul como aquelas que crescem ao pé da geleira congelada; nenhuma estrela brilha tão intensamente como aquelas que brilham no céu polar; nenhuma água tem um gosto tão refrescante como a que brota no meio da areia do deserto; e nenhuma fé é tão preciosa como aquela que vive e triunfa na adversidade. A fé provada traz experiência. Você não teria acreditado em sua própria fraqueza se não tivesse sido obrigado a passar através dos rios; e você nunca teria conhecido a força de Deus se não tivesse sido apoiado em meio às inundações. A fé aumenta em solidez, segurança e intensidade conforme ela é mais exercitada com a tribulação. A fé é preciosa, e sua provação é igualmente preciosa.

Não deixe isso, porém, desencorajar aqueles que são jovens na fé. Você terá suficientes provações sem procurá-las; a porção completa será medida para você na época devida. Enquanto isso, se você ainda não pode reivindicar o resultado de uma longa experiência, agradeça a Deus por aquilo que, pela graça, você tem; louve-O por aquele grau de sagrada confiança que você atingiu; caminhe de acordo com essa regra, e você terá ainda mais e mais as bênçãos de Deus até que sua fé remova montanhas e conquiste impossibilidades.

Noite

E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus

(Lc 6:12)

Se alguém, nascido de mulher, poderia ter vivido sem oração, esse teria sido o nosso impecável e perfeito Deus; contudo, ninguém esteve tanto em súplica como Ele! Tal era Seu amor a Seu Pai que Ele muito amava estar em comunhão com Ele; tal era Seu amor por Seu povo que Ele desejava estar muito em intercessão por eles. A devoção eminente de Jesus é uma lição para nós; Ele nos deu um exemplo para que possamos seguir Seus passos. O momento que Ele escolheu foi admirável; foi a hora do silêncio, quando a multidão não iria perturbá-Lo; o tempo de inatividade, quando todos, senão Ele próprio, tinham cessado de trabalhar; e o período, quando o sono faz os homens esquecerem de seus problemas, e cessam seus pedidos a Ele em busca de alívio. Enquanto outros encontravam descanso no sono, Ele refrescava a Si mesmo com a oração. O local foi igualmente bem escolhido. Ele estava sozinho, onde ninguém se intrometeria, onde ninguém poderia observar; assim, Ele estava livre da ostentação farisaica e da interrupção costumeira. Essas escuras e silenciosas colinas foram um perfeito oratório para o Filho de Deus. O céu e a terra, no silêncio da madrugada, ouviram os gemidos e suspiros do misterioso Ser, em quem ambos os mundos foram misturados. A continuidade de Suas alegações é notável; as longas horas não eram muito longas; o vento frio não relaxava Suas devoções; a escuridão sombria não escurecia Sua fé, nem a solidão retinha Sua importunação. Não podemos assistir com Ele uma hora, mas Ele assistia por nós noites inteiras.

A ocasião para essa oração é notável; foi depois de Seus inimigos terem ficado enfurecidos, e a oração foi o Seu refúgio e consolo; foi antes dEle enviar os doze apóstolos; a oração era a entrada de Sua obra, o arauto de Seu novo trabalho. Porventura não deveríamos aprender com Jesus a recorrer à oração especial quando estamos sob provação peculiar, ou contemplar esforços renovados pela glória do Mestre? Senhor Jesus, ensina-nos a orar.