(…) eu vos escolhi do mundo (…)
(Jo 15:19)
Aqui está a graça distintiva e a particular consideração, pois alguns foram feitos objetos especiais do afeto divino. Não tenha medo de se debruçar sobre a alta doutrina da eleição. Quando sua mente estiver pesada e deprimida, você a encontrará como uma garrafa do mais rico cordial. Aqueles que duvidam das doutrinas da graça, ou que as lançam nas sombras, perdem os mais ricos cachos de Escol (Nm 13:23); perdem os vinhos puros, bem purificados, os animais gordos cheios de gordura. Não há bálsamo em Gileade (Jr 8:22) que lhe seja comparável. Se o mel no cajado de Jônatas, quando levado à boca, iluminou os olhos (1Sm 14:27), esse é o mel que irá iluminar o seu coração para amar e aprender os mistérios do reino de Deus. Coma, e não tema o excesso; viva sobre essa saborosa escolha, e não tenha medo de que ela seja muito sensível ao seu paladar. A carne da mesa do Rei não fará mal a qualquer de Seus cortesãos.
Deseje ter sua mente ampliada para poder compreender, cada vez mais, o amor eterno, interminável, e peculiar de Deus. Quando você tiver subido o alto monte da eleição, descanse no monte próximo, o pacto da graça. Os compromissos do pacto são as munições da estupenda rocha que está atrás de onde nos encontramos entrincheirados; os compromissos de aliança com o fiador, Jesus Cristo, são os lugares quietos de descanso de espíritos trêmulos. "Seu juramento, Seu pacto, Seu sangue, Suportam-me na enchente em fúria; Quando cada apoio terreno vai embora, Esse fundamento é toda a minha força e ajuda".
Se Jesus Se comprometeu a levar-me para a glória, e se o Pai prometeu que iria dar-me ao Filho para ser uma parte da recompensa infinita do trabalho de Sua alma, então, crente, se for possível que o próprio Deus seja infiel, ou que Jesus deixe de ser a verdade, tu estás salvo. Quando Davi dançou diante da arca, ele disse a Mical que a eleição o fez agir assim (2Sm 6:21). Venha, minha alma, exulte perante o Deus da graça, e salte com alegria de coração.