(…) Quereis vós também retirar-vos?
(Jo 6:67)
Muitos deixaram a Cristo, e já não andavam com Ele; contudo, qual motivo você tem para fazer isso? Houve alguma razão para isso no passado? Não provou Jesus ser todo-suficiente? Ele apela a você esta manhã: "Tenho sido Eu um deserto a você?" (Jr 2:31). Quando sua alma simplesmente confiou em Jesus, alguma vez você foi confundido?
Porventura você, até agora, não encontrou ser o seu Senhor um amigo compassivo e generoso, e a fé simples nEle não lhe tem dado toda a paz que seu espírito poderia desejar? Pode você imaginar amigo melhor do que Ele tem sido para você? Então, não mude o antigo e provado pelo novo e falsificado. Quanto ao presente, pode ele compeli-lo a deixar a Cristo? Quando estamos fortemente cercados por este mundo, ou com provações severas no seio da Igreja, consideramos algo muito abençoado colocar nossa cabeça sobre o seio de nosso Salvador.
Essa é a alegria que temos hoje, que estamos salvos nEle; então, se essa alegria satisfaz, deveríamos nós pensar em mudar? Quem troca o ouro pela escória? Nós não renegaremos o sol até encontrarmos uma luz melhor, nem deixaremos o nosso Senhor até que um amante mais brilhante apareça, e, uma vez que isso nunca poderá ocorrer, vamos segurá-Lo com uma imortal força e vincular o Seu nome como um selo sobre nosso braço. Quanto ao futuro, pode você sugerir qualquer coisa que lhe torne necessário amotinar-se, ou algo para abandonar o antigo estandarte, e servir a outro capitão? Pensamos que não. Se a vida é longa, Ele não muda. Se somos pobres, o que é melhor do que ter a Cristo, que pode nos fazer ricos?
Quando estamos doentes, o que queremos mais do que Jesus para fazer nossa cama em meio a nossa doença? Quando morremos, não está escrito que "nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir (…) poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm 8:38-39)? Diremos nós com Pedro: "Senhor, para quem iremos nós?" (Jo 6:68).