Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 1 de outubro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) há todo o gênero de excelentes frutos, novos e velhos; ó amado meu, eu os guardei para ti

(Ct 7:13)

A esposa deseja entregar a Jesus tudo o que ela produz. Em nosso coração "há todo o gênero de excelentes frutos", tanto "novos e velhos", que são colocados diante de nosso Amado. Nesta rica temporada outonal de frutos, vamos examinar nossos armazéns. Temos frutos novos. Desejamos sentir nova vida, nova alegria, nova gratidão; queremos fazer novas resoluções, e realizá-las por novos trabalhos; nosso coração floresce com novas orações, e nossa alma se compromete a novos esforços.

No entanto, temos também alguns frutos antigos. Há, por exemplo, o nosso primeiro amor; que fruto escolhido é esse! E Jesus deleita-Se nele. Há, também, nossa primeira fé, aquela fé simples que, não tendo coisa alguma, nos tornou possuidores de todas as coisas. Também há a nossa alegria, quando, pela primeira vez, conhecemos o Senhor; vamos reavivá-la. Temos nossas antigas lembranças das promessas. Como Deus tem sido fiel! Na doença, quão suavemente Ele fez a nossa cama!

Em águas profundas, quão placidamente Ele nos animou! Na fornalha ardente, quão graciosamente Ele nos livrou. Frutos antigos, é verdade! Temos muitos deles, pois Suas misericórdias têm sido mais do que os cabelos da nossa cabeça. Pecados antigos nós devemos lamentar, mas, por outro lado, temos arrependimentos que Ele nos deu, pelos quais choramos o nosso caminho para a cruz, e aprendemos o mérito do Seu sangue.

Temos frutos, esta manhã, novos e velhos, mas aqui está o ponto: todos eles estão guardados para Jesus. Na verdade, esses são os melhores e mais aceitáveis serviços, em que Jesus é o único objetivo da alma, e Sua glória, sem qualquer mistura, o fim de todos os nossos esforços. Que os nossos muitos frutos sejam guardados apenas para o nosso amado; vamos exibilos quando Jesus está conosco, e não retê-los diante do olhar dos homens. Jesus, vamos fechar a porta do nosso jardim e ninguém entrará para roubar-Te o bom fruto do solo que tens regado com Teu suor de sangue. Nosso tudo será Teu, apenas Teu, ó Jesus, nosso Amado!

Noite

(…) o Senhor dará graça e glória (…)

(Sl 84:11)

Generoso é o Senhor em Sua natureza; conceder é o Seu deleite. Seus dons são preciosos além da conta, e tão livremente são concedidos como a luz do sol. Ele dá graça aos Seus eleitos, porque assim o deseja; aos Seus redimidos, por causa de Sua aliança; aos chamados, por causa de Sua promessa; aos crentes, porque eles a procuram; aos pecadores, porque a necessitam. Ele dá graça em abundância, sazonalmente, constantemente, prontamente, soberanamente, aumentando duplamente o valor da benção pela forma como é concedida. A graça, em todas as suas formas, Ele dispensa livremente ao Seu povo; conforto, preservação, santificação, direção, instrução, graça auxiliadora, Ele derrama generosamente em suas almas sem cessar, e sempre irá fazê-lo, não importando o que aconteça. A doença pode ocorrer, mas o Senhor dará graça; a pobreza pode acontecer conosco, mas a graça certamente será oferecida; a morte virá, mas a graça acenderá uma vela na hora mais escura. Leitor, assim como os anos passam ao nosso redor e as folhas começam novamente a cair, quão abençoado é desfrutar de uma promessa tão imarcescível como esta: "O Senhor dará graça". A pequena conjunção "e" nesse versículo é o rebite de diamante ligando o presente com o futuro; graça e glória sempre andam juntas. Deus as uniu, e ninguém pode separá-las. O Senhor nunca negará glória àquela alma que livremente concedeu viver em Sua graça; de fato, a glória não é outra coisa senão a graça em suas vestes de descanso, a graça em plena floração, a graça como frutos de outono, maduros e aperfeiçoados. Quão breve teremos essa glória ninguém pode dizer!

Pode ser que, antes deste mês de outubro acabar, nós veremos a Cidade Santa, mas seja o intervalo longo ou curto, seremos glorificados em breve. Glória, a glória do céu, a glória da eternidade, a glória de Jesus, a glória do Pai, o Senhor certamente dará ao Seus escolhidos. Oh, rara promessa de um Deus fiel. "Dois elos de ouro de uma cadeia celestial; Quem possui graça certamente terá glória".