Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 29 de setembro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) eis que, se a lepra tem coberto toda a sua carne, então declarará o que tem a praga por limpo (…)

(Lv 13:13)

Estranha o bastante é essa regulação, contudo, há nela sabedoria, pois a doença cobrindo todo o corpo demostrava que a carne estava sadia. Esta manhã, será proveitoso vermos o ensino de uma regra tão singular. Nós também somos leprosos, e a lei referente à lepra pode nos ser aplicável. Quando um homem vê a si mesmo completamente perdido e arruinado, todo coberto pela contaminação do pecado, e nenhuma parte livre de poluição; quando ele nega toda a justiça própria, e declara-se culpado diante do Senhor, então, ele se torna limpo pelo sangue de Jesus e pela graça de Deus. A iniquidade oculta, não sentida e não confessada, é a verdadeira lepra, mas quando o pecado é visto e sentido, ele recebe seu golpe mortal, e o Senhor olha com olhos de misericórdia para a alma aflita. Nada é mais mortal do que a auto-justiça, e nada é mais esperançoso do que a contrição. Devemos confessar que somos nada mais que pecado, pois nenhuma confissão menor que essa será toda a verdade; se o Espírito Santo estiver obrando em nós, convencendo-nos do pecado, não haverá dificuldade em fazer esse reconhecimento; ele saltará espontaneamente de nossos lábios. Que conforto o texto oferece àqueles que estão debaixo de um profundo sentimento de pecado! O pecado lamentado e confessado, embora sombrio e sujo, nunca encerrou um homem fora do Senhor Jesus. Todo aquele que vai ter com Ele, de maneira nenhuma será lançado fora (Jo 6:37). Embora desonesto como o ladrão, embora impuro como a mulher que fora pecadora, embora feroz como Saulo de Tarso, embora cruel como Manassés, embora rebelde como o filho pródigo, o grande coração de amor olhará para o homem que sente, em si mesmo, não possuir qualquer solidez, e irá declará-lo limpo quando ele confiar em Jesus crucificado. Venha para Ele, então, pobre pecador sobrecarregado. "Venham necessitados, venham culpados, venham repugnantes e despidos; Você nunca virá excessivamente desprezível; venha assim como estiver".

Noite

(…) achei aquele a quem ama a minha alma; agarrei-me a ele, e não o larguei (…)

(Ct 3:4)

Será que Cristo nos recebe, quando chegamos a Ele, apesar de toda nossa pecaminosidade anterior? Será que Ele não nos censura por termos tentado primeiramente todos os outros refúgios? Há algo na Terra semelhante a Ele? É Ele porventura o melhor de todo o bem, o mais justo de toda a justiça? Ah, então, vamos louvá-Lo!

Filhas de Jerusalém, exalteO com tamboril e harpa (Sl 149:3)! Abaixo com seus ídolos, e adiante com o Senhor Jesus. Deixe os estandartes da pompa e do orgulho serem pisados, e a cruz de Jesus, onde está o desdém do mundo e a zombaria, ser levantada. Ó, por um trono de marfim para o nosso Rei Salomão! Que Ele seja elevado eternamente, e a minha alma sente-se em Seu escabelo, e beije Seus pés, e lave-os com minhas lágrimas.

Oh, quão precioso é Cristo! Como pode ser que eu tenha pensado tão pouco dEle? Como posso ir para longe, em busca de alegria e conforto, quando Ele é tão completo, tão rico, tão gratificante? Amigo crente, faça um pacto com teu coração de que nunca irás afastar-se dEle, e peça a teu Senhor para ratificá-lo. Convida-O a colocar-te como um selo sobre o Seu dedo, como uma pulseira em Seu braço. Peça-Lhe para amarrar-te sobre Ele, como a noiva se adorna com enfeites, e como o noivo coloca suas jóias. Eu viveria no coração de Cristo; nas fendas dessa Rocha minha alma poderia eternamente habitar. O pardal fez casa, e a andorinha ninho para si, onde ponha seus filhotes, em Teus altares, Senhor dos Exércitos, meu Rei e meu Deus (Sl 84:3); assim, também, eu faria meu ninho, minha casa, em Ti, e nunca longe de Ti a alma da Tua pomba sairia novamente, mas eu me aninharia perto de Ti, ó Jesus, meu descanso único e verdadeiro.