Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar- te-ei coisas grandes e firmes que não sabes
(Jr 33:3)
Existem diferentes traduções para esse trecho. Uma versão diz: "Anunciar-te-ei coisas grandes e fortificadas"; uma outra traduz: "Coisas grandes e reservadas". Há, portanto, coisas reservadas e especiais na experiência cristã; o desenvolvimento em todos os campos da vida espiritual não é algo igualmente fácil de alcançar. Há situações comuns e sentimentos de arrependimento, de fé, de alegria e de esperança que são aproveitados por toda a família; no entanto, há um domínio superior de arrebatamento, de comunhão e de consciente união com Cristo que está longe de ser a morada comum dos crentes. Nós não temos o grande privilégio de João, que se inclinou sobre o peito de Jesus (Jo 13:25), nem o de Paulo, para sermos arrebatados ao terceiro céu (2Co 12:2). Há alturas em conhecimento experimental das coisas de Deus que os olhos de águia da perspicácia e do pensamento filosófico jamais viram; só Deus pode nos levar até lá, mas a carruagem em que Ele nos leva, e os corcéis de fogo com os quais esse carro é puxado, são orações prevalentes. A oração prevalente é vitoriosa sobre o Deus de misericórdia; "Lutou com o anjo, e prevaleceu; chorou, e lhe suplicou; em Betel o achou, e ali falou conosco" (Os 12:4). Oração prevalente leva o cristão ao Carmelo, e permite-lhe percorrer o céu com nuvens de bênção e a terra com torrentes de misericórdia. Oração prevalente leva o cristão ao alto de Pisga e mostralhe a herança reservada (Dt 34:1); ela nos eleva a Tabor (Jz 4:6) e nos transfigura, até que, à semelhança de nosso Senhor, tal como Ele é, somos nós também neste mundo (1Jo 4:17). Se você deseja alcançar algo maior do que a experiência comum de rastejar, olhe para a rocha que é mais alta que você (Sl 61:2), e olhe com os olhos da fé através da janela da oração inoportuna. Quando você abrir a janela do seu lado, ela não estará aparafusada do outro lado.