Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 28 de agosto

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

Azeite para a luz (…)

(Ex 25:6)

Minha alma, como precisas disso, pois tua lâmpada não continuará a queimar por muito tempo sem o azeite. Teu pavio irá esfumaçar, e se tornará uma ofensa, se a luz for embora, e ela desaparecerá se o azeite se ausentar. Tu não tens poços de azeite brotando em tua natureza humana, e, por isso, deves ir àqueles que o negociam; do contrário, tal como as virgens imprudentes, irás chorar: "Minha lâmpada se apagou". Mesmo lâmpadas consagradas não podem iluminar sem óleo; embora brilhem no tabernáculo, elas precisam ser abastecidas; ainda que nenhuma ventania sopre sobre elas, elas precisam ser preparadas (Mt 25:7), e a tua necessidade é igualmente grande. Mesmo sob as circunstâncias mais felizes, tu não podes iluminar por sequer uma hora, a menos que o azeite fresco da graça te sejas concedido. Não era qualquer azeite que poderia ser utilizado no serviço do Senhor; nem o óleo que tão abundantemente emana da terra, nem aquele retirado dos peixes, nem o que é extraído das nogueiras (Ct 6:11) era aceito; tão somente um óleo foi escolhido, e que é o melhor óleo para o azeite. Graças fingidas de bondade natural, graças ilusórias de mãos sacerdotais, ou graças imaginárias advindas de cerimônias exteriores nunca servirão ao verdadeiro santo de Deus, pois ele sabe que o Senhor não Se satisfará com rios de tal óleo; ele vai ao lagar de azeite do Getsêmani e retira seus suprimentos dAquele que ali foi esmagado. O óleo do evangelho da graça é puro e livre de borras e sedimentos; assim, a luz que por ele é alimentada é clara e brilhante. Nossas igrejas são candelabros de ouro do Salvador, e se elas devem ser luz neste mundo sombrio, devem é ter muito óleo santo. Oremos por nós mesmos, por nossos ministros e por nossas igrejas, a fim de que nunca falte azeite para a luz. A verdade, a santidade, a alegria, o conhecimento e o amor: esses são todos os feixes da sagrada luz, mas não podemos levá-los adiante, a menos que, em privado, recebamos o óleo de DeusEspírito Santo.

Noite

Canta, alegremente, ó estéril (…)

(Is 54:1)

Embora tragamos alguns frutos a Cristo, e tenhamos uma alegre esperança de que somos a "videira que a tua destra plantou" (Sl 80:15), há momentos em que nos sentimos muito estéreis. A oração é sem vida, o amor é frio, a fé é fraca, cada graça no jardim do nosso coração enfraquece e cai. Somos como flores ao sol quente, necessitando uma refrescante chuva. Em tal condição, o que devemos fazer? Esse texto nos é dirigido exatamente em tal situação.

"Canta, alegremente, ó estéril (…) rompe em cântico, e exclama com alegria". Mas sobre o que eu posso cantar? Eu não posso falar sobre o presente, e até mesmo o passado está cheio de esterilidade. Ah! Eu posso cantar de Jesus Cristo. Eu posso falar da visitação que o Redentor pagou por mim em tempos antigos, ou posso magnificar o grande amor com que Ele amou Seu povo quando veio do mais alto céu para a redenção deles.

Eu irei novamente para a cruz. Venha, minha alma; pesado foste a ti carregála uma vez, e perdeste lá a tua carga. Vá para o Calvário mais uma vez. Talvez aquela mesma cruz que te deu a vida possa te dar fecundidade. Qual é a minha esterilidade? Essa é a base para o Seu poder de gerar frutos. Qual é a minha desolação? Esse é o cenário sombrio para a safira de Seu amor eterno. Eu irei em pobreza, eu irei em desamparo, eu irei em toda a minha vergonha e apostasia; eu Lhe direi que ainda sou Seu filho e, na confiança em Seu fiel coração, eu, eu mesmo, o estéril, irei cantar e chorar em voz alta.

Cante, crente, pois isso vai animar teu coração, e o coração dos outros que estão desolados. Cante, pois agora estás realmente envergonhado por ser estéril, mas tu produzirás frutos em breve; agora que Deus te faz relutante por estar sem frutos, Ele em breve te cobrirá de cachos. A experiência da nossa esterilidade é dolorosa, mas as visitações do Senhor são prazerosas. Um senso de nossa própria miséria nos leva a Cristo, que é onde precisamos estar, pois nEle está o nosso fruto escolhido.