Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 4 de agosto

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte (…)

(Dn 11:32)

Cada crente entende que conhecer a Deus é a maior e melhor forma de conhecimento, e esse conhecimento espiritual é uma fonte de força para o cristão, pois fortalece sua fé. Os crentes são constantemente mencionados nas Escrituras como sendo pessoas que são iluminadas e instruídas pelo Senhor; diz-se deles que "tendes a unção do Santo" (1Jo 2:20), e é a obra peculiar do Espírito que os leva a toda a verdade, e tudo isso para o aumento e estímulo de sua fé. Conhecimento fortalece o amor, assim como a fé. Conhecimento abre a porta e, após entrarmos por essa porta, vemos nosso Salvador. Ou, para usar outra analogia, o conhecimento pinta o retrato de Jesus e, quando vemos esse retrato, então, nós O amamos; não se pode amar um Cristo a quem não conhecemos, ao menos, em algum grau. Se conhecemos senão pouco das excelências de Jesus, o que Ele fez por nós, e o que Ele está fazendo agora, não poderemos amá-Lo muito; porém, quanto mais O conhecemos, tanto mais havemos de amá-Lo. Conhecimento também fortalece a esperança. Como podemos esperar uma coisa se não sabemos de sua existência? A esperança pode ser o telescópio, mas até que ela receba a indicação, nossa ignorância se coloca na frente do vidro, e não podemos ver absolutamente coisa alguma; conhecimento remove o objeto de interposição, e quando olhamos através do brilhante vidro ótico, discernimos a glória a ser revelada, e a antecipamos com alegre confiança. Conhecimento nos fornece razões para a paciência. Como vamos ter paciência, a menos que saibamos algo da compaixão de Cristo e entendamos o bem que sai da correção que o nosso Pai celestial nos envia? Também não há uma única graça do cristão que, sob Deus, não será promovida e levada à perfeição pelo sagrado conhecimento. Quão importante, então, é que cresçamos não só em graça, mas no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Noite

Feri-vos com queimadura, e com ferrugem, e com saraiva, em toda a obra das vossas mãos (…)

(Ag 2:17)

Quão destrutiva é a saraiva para as colheitas, arrancando o precioso grão e lançando-o ao chão! Quão gratos devemos ser quando o milho é poupado de tão terrível ruína! Vamos oferecer ao Senhor ações de graças. Ainda mais a ser temido são estes misteriosos destruidores: o fungo, o bolor, e o mofo, pois transformam a espiga em uma massa de fuligem, ou a tornam podre, ou secam o grão, e tudo de uma forma tão além de qualquer controle humano que o agricultor é obrigado a gritar: "Isso é o dedo de Deus". Diversos pequenos fungos causam o mal, e se não fosse a bondade de Deus, o cavaleiro sobre o cavalo preto em breve espalharia a fome sobre a Terra (Ap 6:5). A infinita Misericórdia poupa a comida dos homens, mas em vista dos agentes ativos que estão prontos para destruir a colheita, sabiamente somos ensinados a orar: "Dános hoje o pão nosso de cada dia" (Mt 6:11). A maldição está lá fora; temos necessidade constante da bênção. Quando o fungo e o bolor vêm, eles são castigos do céu, e os homens aprendem a ouvir a vara e Àquele que a ordenou. Espiritualmente, mofo não é um mal incomum. Quando nosso trabalho é mais promissor, aparece esse flagelo. Esperávamos por muitas conversões, e eis! uma apatia geral, um mundanismo abundante, uma cruel dureza de coração!

Pode não haver qualquer pecado aparente naqueles em quem estamos trabalhando, mas há uma deficiência de sinceridade, e a decisão, infelizmente, desaponta nossos desejos. Aprendemos com isso a nossa dependência do Senhor e a necessidade da oração, para que nenhuma praga caia sobre nosso trabalho. O orgulho espiritual ou a preguiça, em breve, trarão sobre nós um terrível mal, e somente o Senhor da colheita pode removê-los. O mofo pode até mesmo atacar nossos próprios corações, e murchar nossas orações e exercícios religiosos. Permita-me, ó grande Lavrador, evitar uma calamidade tão grave. Brilhe, abençoado Sol da Justiça, e conduza as pragas para longe.