(…) E ele deixou a sua roupa na mão dela, e fugiu, e saiu para fora
(Gn 39:12)
Na luta contra certos pecados, não resta outra forma de vitória senão a fuga. Os naturalistas antigos muito escreveram sobre os basiliscos, cujos olhos fascinavam suas vítimas, e as tornavam presas fáceis; do mesmo modo, o mero olhar da maldade nos coloca em solene perigo. Aquele que quiser ser salvo de atos de maldade deve ter pressa em sair de ocasiões assim. Uma aliança deve ser feita com nossos olhos para nem mesmo olharem a causa de tentação, pois tais pecados só precisam de uma faísca para começarem, e logo uma chama surge em um instante. Quem entraria deliberadamente na prisão do leproso e dormiria em meio a sua horrível corrupção?
Apenas aquele que deseja ficar leproso agiria assim. Se o marinheiro soubesse como evitar uma tempestade, ele faria qualquer coisa em vez de correr o risco de enfrentá-la. Navegadores cautelosos não têm qualquer intenção de experimentar quão perto da areia movediça podem navegar, ou quantas vezes podem tocar em uma rocha sem provocar um naufrágio; o objetivo deles é se manterem, o mais próximo possível, no meio de um canal seguro. Talvez neste dia eu possa ser exposto a grandes perigos; então, que eu tenha a esperteza da serpente para me manter afastado e escapar deles. As asas de uma pomba podem ser mais úteis para mim hoje do que as garras de um leão. É verdade que eu posso ser um aparente perdedor por rechaçar a companhia do mal, mas é preferível deixar meu manto do que perder meu caráter; não é necessário que eu seja vigoroso, mas é imperativo que eu seja puro. Não há laços de amizade, correntes de beleza, lampejos de talento, tiradas extravagantes que me façam mudar da sábia decisão de fugir do pecado.
Do diabo, resistindo, ele fugirá de mim; contudo, dos desejos da carne, eu devo fugir, ou certamente eles irão me derrotar. Ó, Deus de santidade, preserve Teus Josés; que a "Madame Bubble" não os enfeitice com suas vis sugestões. Que a trindade horrível do mundo, da carne, e do diabo nunca nos derrote! "Madame Bubble" é um personagem da segunda parte do livro "O Peregrino", escrito pelo pregador John Bunyan (1628 - 1688), publicado na Inglaterra, em 1684. Trata-se de uma feiticeira que representa a mulher adúltera mencionada no livro de Provérbios. (N.T.)