(…) somente que, indo, não vades longe (…)
(Ex 8:28)
Essa é uma astuta palavra dos lábios do tirano Faraó. Se os pobres escravos israelitas precisavam sair do Egito, ele barganharia com eles para que não fossem muito longe; não muito longe para não escaparem do terror de seus braços e da observância de seus espiões. Da mesma forma, o mundo não ama a não-conformidade dos não-conformados (Rm 12:2), ou a dissidência dos dissidentes. A morte para o mundo e o sepultamento com Cristo são experiências que mentes carnais tratam com escárnio, e, por isso, a ordenança que as estabelece é quase universalmente negligenciada, até mesmo condenada. A sabedoria mundana recomenda o caminho do acordo e fala de "moderação". Conforme essa política carnal, a pureza é considerada muito desejável, porém somos advertidos contra sermos excessivamente meticulosos; a verdade é, naturalmente, para ser seguida, mas o erro não deve ser severamente denunciado. "Sim", diz o mundo, "sem dúvida, seja espiritual, mas não negue a si mesmo uma confraternização animada, um baile ocasional ou uma visita natalina ao teatro. Qual o problema de menosprezar uma coisa quando ela é tão moderna e que todo mundo faz?". Multidões de professores cedem a esse astuto conselho para sua própria ruína eterna. Se quisermos seguir totalmente ao Senhor, temos de ir imediatamente para o deserto da separação e deixar o Egito do mundo carnal atrás de nós. Devemos deixar suas máximas, seus prazeres e também sua religião, e ir para longe, para o lugar onde o Senhor chama os Seus santificados.
Quando a cidade está incendiada, nossa casa não está longe das chamas. Quando a praga está lá fora, o homem não está distante de sua infestação. O mais longe de uma víbora, melhor, e o mais longe da conformidade com o mundo, melhor. Para todos os verdadeiros crentes, deixe a trombeta soar: "Saí do meio deles, e apartai-vos" (2Co 6:17).