Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 25 de junho

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) sobe a um monte alto (…)

(Is 40:9)

O nosso conhecimento de Cristo é semelhante a escalar uma de nossas montanhas galesas. Quando você está na base, você a vê senão pequena; a própria montanha parece ter apenas metade da altura que realmente tem. Confinada em um pequeno vale, você dificilmente descobre alguma coisa a não ser os ribeiros ondulando conforme descem para o riacho no pé da montanha. Suba a primeira colina e o vale se alonga, e cresce debaixo de seus pés. Vá para mais alto e você verá o país por quatro ou cinco milhas ao redor, e se satisfará com uma perspectiva cada vez maior.

Continue subindo e a cena se amplia; finalmente, quando você estiver no topo, olhe para o leste, o oeste, o norte, e o sul, e você verá quase toda a Inglaterra diante de você. Lá está uma floresta um tanto distante da cidade, talvez uns trezentos quilômetros de distância, e, aqui, o mar, e um rio brilhando, e a fumaça das chaminés de uma cidade industrial, ou os mastros dos navios em um porto movimentado. Todas essas coisas lhe agradam e encantam; você diz: "Eu não poderia imaginar que tanto poderia ser visto a esta altura". A vida cristã é da mesma maneira. Quando inicialmente cremos em Cristo, vemos senão pouco dEle. Quanto mais alto subimos, mais descobrimos Suas belezas. Contudo, quem já conquistou o cume?

Quem conheceu toda a altura e profundidade do amor de Cristo, que excede todo o entendimento (Ef 3:18-19)? Paulo, quando já idoso, de cabelos grisalhos em um calabouço em Roma, podia dizer, com maior ênfase do que nós podemos: "Eu sei em quem tenho crido" (2Tm 1:12), pois cada experiência sua tinha sido como a escalada de uma colina, cada provação tinha sido como subir a outro cume, e sua morte parecia conquistar o topo da montanha, de onde ele poderia ver toda a fidelidade e amor do Senhor, a quem Paulo havia cometido sua alma. Levanta-te, caro amigo, para um alto monte.

Noite

A pomba, porém, não achou repouso para a planta do seu pé (…)

(Gn 8:9)

Leitor, pode você encontrar descanso fora da arca-Jesus Cristo? Então, fique certo de que sua religião é vã (Tg 1:26). Está você satisfeito com nada menos que um conhecimento consciente de sua união e interesse em Cristo? Então, ai de ti! Se você professa ser um cristão, mas encontra plena satisfação em prazeres e ocupações mundanas, sua profissão de fé é falsa.

Se a sua alma pode esticar-se em repouso, e encontrar descanso por um longo tempo, e um amplo cobertor para cobri-la nas câmaras do pecado, então, você é um hipócrita, e longe o suficiente está de qualquer pensamento adequado a respeito de Cristo ou da percepção de Sua preciosidade. Por outro lado, se você sente que se pudesse desfrutar do pecado sem punição, embora isso seria uma punição em si mesma, e que se você pudesse ter o mundo inteiro, e permanecer nele para sempre, seria uma grande miséria não poder se separar dele, pois o seu Deus, o seu Deus, é aquilo que anseia sua alma, então, tenha bom ânimo, tu és um filho de Deus. Com todos os teus pecados e imperfeições, tome isto para o teu conforto: se a tua alma não tem descanso no pecado, tu não és como é o pecador! Se estás, contudo, chorando e ansiando por algo melhor, Cristo não esqueceu de ti, pois não esqueceste dEle. O crente não pode ficar sem o seu Senhor; palavras são inadequadas para expressar seus pensamentos a respeito dEle. Nós não podemos viver nas areias do deserto, queremos o maná que desce do alto; nossas botijas de confiança feitas com pele de animais podem não nos oferecer uma gota de orvalho, mas nós bebemos da rocha que nos segue, e essa rocha é Cristo. Quando você se alimenta dEle, sua alma pode cantar: Ele "que farta a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia" (Sl 103:5); mas, se você não O tiver, seu farto lagar e seu repleto celeiro não poderão lhe dar qualquer tipo de satisfação; antes, lamente por eles com as palavras da sabedoria: "Vaidade das vaidades, tudo é vaidade" (Ec 1:2)!