Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 21 de junho

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

Tu és mais formoso do que os filhos dos homens (…)

(Sl 45:2)

A pessoa inteira de Jesus é como uma jóia, e Sua vida, em todo o tempo, é como um sinete. Ele é totalmente completo, não apenas em Suas várias partes, mas um formoso todo-glorioso completo. Seu caráter não é uma massa de antimônio misturada de maneira confusa, nem um monte de pedras preciosas colocadas descuidadamente umas sobre as outras. Ele é uma imagem da beleza e um peitoral de glória; nEle, "tudo o que é de boa fama" (Fp 4:8) está em seu devido lugar, ajudando a adornar uns aos outros. Não há uma característica em Sua gloriosa pessoa que atraia mais a atenção em detrimento de outra, pois Ele é perfeito e completamente adorável.

Oh, Jesus! Teu poder, Tua graça, Tua justiça, Tua ternura, Tua verdade, Tua majestade e Tua imutabilidade compõem um semelhante homem, ou melhor, um semelhante Deus-homem que nem céu ou Terra viram em qualquer outro lugar. Tua infância, Tua eternidade, Teus sofrimentos, Teus triunfos, Tua morte, Tua imortalidade, todos são tecidos em uma linda tapeçaria, sem costura ou remendo. Tu és música sem desafino; Tu és muitos e, ainda assim, não dividido. Tu és todas as coisas e, ainda assim, não variado. Assim como todas as cores se misturam em um resplandecente arco-íris, todas as glórias do céu e da Terra se encontram em Ti, e se unem tão maravilhosamente que ninguém há semelhante a Ti em todas as coisas; ou melhor, se todas as virtudes dos mais excelentes fossem colocadas em um pacote, elas não poderiam rivalizar contigo, espelho de toda a perfeição. Tu foste ungido com óleo sagrado da mirra e da cássia que Teu Deus reservou apenas para Ti. Quanto ao Teu perfume, é como o perfume sagrado, como aquele que ninguém jamais poderia misturar, mesmo com a arte do perfumista; cada especiaria é perfumada, mas o composto é divino.

Noite

Todavia o fundamento de Deus fica firme (…)

(2Tm 2:19)

O fundamento sobre o qual repousa a nossa fé é este: que "Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados" (2Co 5:19). O grande fato em que se baseia a fé genuína é que: "A Palavra se fez carne, e habitou entre nós" (Jo 1:14), e que "Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus" (1Pe 3:18), "levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro" (1Pe 2:24), pois "o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados" (Is 53:5). Em uma palavra, o grande pilar da esperança do Cristianismo é a substituição. O sacrifício vicário de Cristo pelos culpados; Cristo sendo feito pecado por nós para que pudéssemos ser feitos justiça de Deus nEle; Cristo oferecendo-Se como um verdadeiro e apropriado sacrifício substitutivo e expiatório no tempo e lugar de tantos quantos o Pai Lhe deu e que são conhecidos por Deus pelos seus nomes, e são reconhecidos, em seus próprios corações, pela confiança que têm em Jesus: essa é a realidade fundamental do evangelho. Se tal base for removida, o que poderíamos fazer? Contudo, ela permanece firme, tal como o trono de Deus. Sabemos disso; descansamos nisso; regozijamos com isso; nosso deleite é guardar e meditar nessa verdade, e proclamá-la, enquanto desejamos ser influenciados e movidos pela gratidão desse fato em todas as partes da nossa vida e de nossa conversação. Nestes dias, um ataque direto é feito à doutrina da expiação.

Os homens não podem suportar a substituição. Eles rangem os dentes com a ideia do Cordeiro de Deus carregando o pecado do homem. Mas nós, que sabemos por experiência a preciosidade dessa verdade, iremos proclamá-la, desafiando-os, com confiança e sem cessar. Não iremos nem reduzi-la, nem alterá-la, nem fragmentá-la, de nenhuma forma ou modo. Ela deve ser Cristo, um substituto positivo, suportando a culpa humana e sofrendo em lugar dos homens. Não podemos, não ousaremos abandoná-la, pois é a nossa vida, e, apesar de todas as controvérsias, sentimos que "todavia o fundamento de Deus fica firme".