Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 17 de junho

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

Salva-nos, Senhor (…)

(Sl 12:1)

A oração em si é notável; ela é curta, embora oportuna, sentenciosa e sugestiva. Davi lamentou o pequeno número de homens fiéis e, por isso, elevou seu coração em súplica; quando a criatura falhou, ele correu para o Criador. Davi evidentemente sentiu sua própria fraqueza, ou não teria clamado por ajuda; mas, ao mesmo tempo, ele buscava honestamente se esforçar pela verdade, pois a palavra "salva" não é aplicável quando podemos fazemos alguma coisa. Há muito de sinceridade e clareza nessa petição de duas palavras; muito mais, na verdade, do que nas longas divagações de alguns professores. O salmista vai de forma franca e direta ao seu Deus com uma ponderada oração; ele sabe o que está procurando e onde encontrar.

Senhor, ensina-nos a orar dessa mesma abençoada maneira. As ocasiões para se usar essa oração são frequentes. Quão adequada ela é aos crentes tentados quando toda a ajuda lhes desaparece diante das aflições. Estudantes em dificuldades doutrinárias podem muitas vezes obter ajuda elevando este grito de "salva-nos, Senhor" ao Espírito Santo, o grande Professor. Guerreiros espirituais em conflitos interiores podem enviá-la ao trono em busca de reforços, e ela será um modelo para as suas petições. Trabalhadores em atividades celestiais podem obter graça em tempo de necessidade. Pecadores em dúvidas e preocupações podem oferecer a mesma persuasiva súplica; na verdade, em todos os casos, tempos e lugares, ela servirá às almas necessitadas. "Salva-me, Senhor" nos atenderá na vida e na morte, no sofrimento ou em trabalhos, em regozijo ou tristeza; nEle, nossa ajuda é encontrada; não sejamos negligentes em Lhe clamar. A resposta à oração é certa se ela for sinceramente oferecida através de Jesus. O caráter do Senhor nos assegura que Ele não deixará Seu povo; Seu relacionamento como Pai e Marido nos garante Sua ajuda; Jesus, como Sua dádiva, é um compromisso de todas as coisas boas, e Sua firme promessa permanece: "Não temas, eu te ajudo" (Is 41:13).

Noite

Então Israel cantou este cântico: Brota, ó poço! Cantai dele

(Nm 21:17)

Famoso foi o poço de Beer no deserto, pois ele foi o tema de uma promessa: "Este é o poço do qual o Senhor disse a Moisés: Ajunta o povo e lhe darei água" (Nm 21:16). As pessoas necessitavam de água, e ela foi prometida pelo gracioso Deus delas. Nós precisamos de novos suprimentos de graça celestial e, pelo pacto, o Senhor prometeu, por Si mesmo, nos dar tudo aquilo que necessitamos. O poço se tornou o motivo de um louvor. Antes da água jorrar, uma radiante fé levou as pessoas a cantar; quando viram a fonte cristalina borbulhando, o louvor tornou-se ainda mais jubiloso.

Da mesma forma, nós que acreditamos na promessa de Deus devemos nos regozijar na perspectiva de regeneração divina em nossas almas e, à medida que a experimentamos, nosso sagrado contentamento transbordará. Estamos nós sedentos? Não vamos murmurar, mas cantar. Sede espiritual é amarga de suportar, mas não precisamos suportá-la, pois a promessa indica um poço; vamos, de bom coração, buscá-lo. Além disso, o poço era o fundamento da oração. "Brota, ó poço!". Aquilo que Deus Se comprometeu a dar, devemos ir buscar, ou demonstraremos que não temos nem desejo nem fé. Esta noite, vamos nos perguntar que Escritura temos lido; nossos exercícios devocionais não podem ser uma formalidade vazia, mas um canal de graça para nossas almas. Ó, que Deus-Espírito Santo trabalhe em nós com todo o Seu poder, enchendo-nos de toda a plenitude de Deus. Por fim, o poço foi objeto de esforço.

"Tu, poço, que cavaram os príncipes, que escavaram os nobres do povo, e o legislador com os seus bordões" (Nm 21:18). O Senhor nos deseja ativos na obtenção da graça. Nossos cajados são mal adaptados para cavar na areia, mas devemos usá-los com o máximo da nossa capacidade. A oração não deve ser negligenciada; o congregar não deve ser abandonado; ordenanças não devem ser menosprezadas. O Senhor nos dará Sua paz mais abundantemente, mas não em um caminho de ociosidade. Vamos, então, nos apressar em procuráLo, onde estão todas as nossas fontes refrescantes.