Salva-nos, Senhor (…)
(Sl 12:1)
A oração em si é notável; ela é curta, embora oportuna, sentenciosa e sugestiva. Davi lamentou o pequeno número de homens fiéis e, por isso, elevou seu coração em súplica; quando a criatura falhou, ele correu para o Criador. Davi evidentemente sentiu sua própria fraqueza, ou não teria clamado por ajuda; mas, ao mesmo tempo, ele buscava honestamente se esforçar pela verdade, pois a palavra "salva" não é aplicável quando podemos fazemos alguma coisa. Há muito de sinceridade e clareza nessa petição de duas palavras; muito mais, na verdade, do que nas longas divagações de alguns professores. O salmista vai de forma franca e direta ao seu Deus com uma ponderada oração; ele sabe o que está procurando e onde encontrar.
Senhor, ensina-nos a orar dessa mesma abençoada maneira. As ocasiões para se usar essa oração são frequentes. Quão adequada ela é aos crentes tentados quando toda a ajuda lhes desaparece diante das aflições. Estudantes em dificuldades doutrinárias podem muitas vezes obter ajuda elevando este grito de "salva-nos, Senhor" ao Espírito Santo, o grande Professor. Guerreiros espirituais em conflitos interiores podem enviá-la ao trono em busca de reforços, e ela será um modelo para as suas petições. Trabalhadores em atividades celestiais podem obter graça em tempo de necessidade. Pecadores em dúvidas e preocupações podem oferecer a mesma persuasiva súplica; na verdade, em todos os casos, tempos e lugares, ela servirá às almas necessitadas. "Salva-me, Senhor" nos atenderá na vida e na morte, no sofrimento ou em trabalhos, em regozijo ou tristeza; nEle, nossa ajuda é encontrada; não sejamos negligentes em Lhe clamar. A resposta à oração é certa se ela for sinceramente oferecida através de Jesus. O caráter do Senhor nos assegura que Ele não deixará Seu povo; Seu relacionamento como Pai e Marido nos garante Sua ajuda; Jesus, como Sua dádiva, é um compromisso de todas as coisas boas, e Sua firme promessa permanece: "Não temas, eu te ajudo" (Is 41:13).