Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 17 de maio

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) também deve andar como ele andou.

(1Jo 2:6)

Por que os cristãos devem imitar a Cristo? Devem fazê-lo para o próprio bem deles. Se desejam estar com a alma em um estado saudável, se desejam escapar da doença do pecado, se desejam apreciar o vigor do crescimento da graça, que Jesus lhes seja por modelo. Para a própria felicidade deles, se desejam beber vinho envelhecido bem purificado (Is 25:6), se desejam sagrada e alegre comunhão com Jesus, se desejam ser elevados das preocupações e dos problemas deste mundo, então, que eles andem como Jesus andou. Não há nada que mais possa ajudá-lo a caminhar em direção ao céu, em boa velocidade, como levar a imagem de Jesus em seu coração para governar todos os seus atos.

É quando, pelo poder do Espírito Santo, você está capacitado a caminhar com Jesus, em Seus próprios passos, que você será mais feliz e mais reconhecido por ser filho de Deus. Pedro, quando distante, era tanto inseguro quanto inquieto. Depois, por conta da religião, esforçava-se para ser como Jesus. Ah! pobre religião, foste dolorosamente alvejada por cruéis inimigos; contudo, não foste ferida tão perigosamente nem sequer a metade por teus inimigos como por teus amigos. Quem fez essas feridas nas justas mãos da Divindade? O professor que faz uso do punhal da hipocrisia; o homem que, com pretextos, entra no aprisco, não sendo outra coisa senão um lobo em pele de cordeiro, inquietando o rebanho mais que o leão do lado de fora. Não há arma tão mortal como a de Judas: um beijo. Professores inconsistentes ferem o evangelho mais que o crítico escarnecedor ou o infiel.

No entanto, especificamente pela causa de Cristo, imite Seu exemplo. Cristão, amas o teu Salvador? É o Seu nome precioso para ti? É Sua causa preciosa para ti? Gostarias de ver os reinos do mundo tornando-se dEle? É teu desejo que Ele seja glorificado? Estás desejoso que as almas sejam ganhas para Ele? Se assim o for, imite a Jesus; seja uma "carta de Cristo, conhecida e lida por todos os homens" (2Co 3:2).

Noite

(…) Tu és o meu servo, a ti escolhi (…)

(Is 41:9)

Se nós recebemos a graça de Deus em nossos corações, o seu efeito prático foi o de nos tornar servos de Deus. Nós podemos ser servos infiéis, nós certamente somos servos inúteis (Lc 17:10), mas, ainda assim, bendito seja o Seu nome, nós somos Seus servos, vestindo Seu uniforme, nos alimentando a Sua mesa, e obedecendo aos Seus mandamentos. Fomos uma vez servos do pecado, mas Aquele que nos libertou, agora, nos tomou para Sua família e nos ensinou obediência a Sua vontade. Nós não servimos ao nosso Mestre perfeitamente, mas faríamos se pudéssemos. Tal como ouvimos a voz de Deus nos dizendo: "Tu és o meu servo" (Is 41:9), podemos responder como Davi: "Deveras sou teu servo; soltaste as minhas ataduras" (Sl 116:16).

Mas o Senhor nos chama não apenas de Seus servos, mas de Seus escolhidos: "A ti escolhi" (Is 41:9). Nós não O escolhemos primeiro, mas Ele que nos escolheu. Se somos servos de Deus, nem sempre assim o foi; a mudança deve ser atribuída à graça soberana. O olho da soberania nos escolheu, e a voz da imutável graça declarou: "Porquanto com amor eterno te amei" (Jr 31:3). Muito antes do tempo ou do espaço serem criados, Deus havia escrito em Seu coração os nomes do Seu povo eleito; Ele havia lhes predestinado a serem conforme à imagem de Seu Filho, e os decretou herdeiros de toda a plenitude do Seu amor, de Sua graça, e de Sua glória. Que conforto há aqui! Porventura o Senhor, que nos amou por tanto tempo, irá nos lançar fora? Ele sabia quão obstinados nós seríamos, Ele sabia que nossos corações eram malignos e, mesmo assim, fez a escolha.

Ah! nosso Salvador não tem um amor inconstante. Ele não Se sente encantado, por um tempo, com alguns vislumbres da beleza de Sua igreja e, em seguida, a lança fora por causa de sua infidelidade. Não; Ele Se casou com ela na eternidade dos tempos, e está escrito que Jeová "odeia o repúdio" (Ml 2:16). A escolha eterna é o elo que une nossa gratidão e Sua fidelidade que nada pode renunciar.