Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 6 de maio

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

Nisto conhecemos que estamos nele (…)

(1Jo 4:13)

Você deseja uma casa para sua alma? Você pergunta: "Qual o preço?"; é menos do que a orgulhosa natureza humana gostaria de pagar. É sem dinheiro e sem preço (Is 55:1). Ah! mas você deseja pagar um honroso aluguel! Gostaria você de fazer algo para ganhar a Cristo?

Então, você não pode ter esta casa, pois ela é "sem preço". Ocupará você a casa de meu Senhor, em um contrato de arrendamento por toda a eternidade, nada pagando por isso, nada senão o aluguel de amá-Lo e servi-Lo para sempre? Acaso você receberá Jesus e "habitará nEle"? Veja, esta casa está mobiliada com tudo aquilo que você precisa; ela possui mais riquezas do que você poderá gastar durante o tempo em que viver. Aqui, você poderá ter comunhão íntima com Cristo e banquetear-se em Seu amor; aqui, há mesas repletas de alimentos para você viver eternamente; nesta casa, quando cansado, você achará descanso com Jesus, e dela você poderá olhar para fora e ver o próprio céu. Tem você esta casa? Ah! se você está sem casa, você dirá: "Eu gostaria de ter esta casa, mas será que posso tê-la?". Sim, aqui está a chave: "Venha para Jesus". "Mas", você diz, "estou demasiado maltrapilho para tal casa". Não se preocupe; há peças de vestuário em seu interior. Se você se sente culpado e condenado, venha; embora esta casa seja muito boa para você, Cristo fará você, dia a dia, bom o suficiente para ela.

Jesus irá lavá-lo e purificá-lo, e você será capaz de cantar: "Nós estamos nEle". Crente, grandemente feliz estejas por ter uma tal morada! Tu és muito privilegiado, pois tens uma "habitação forte" (Sl 71:3), onde estarás sempre seguro. "Habitando nEle", tens não apenas uma casa perfeita e segura, mas uma casa eterna. Quando este mundo tiver derretido como um sonho, a nossa casa permanecerá, e será mais resistente do que o mármore, mais sólido que o granito, autoexistente como Deus, pois ela é o próprio Deus, em quem "nós permanecemos".

Noite

(…) Todos os dias de meu combate esperaria (…)

(Jó 14:14)

Um pouco de estadia na Terra fará o céu mais celestial. Nada faz mais doce o descanso do que o trabalho duro; nada transmite tão agradável segurança como a exposição aos perigos. Uma xícara com um pouco de quássia amarga aqui em baixo dará um gosto especial ao vinho novo que brilhará em taças douradas de glória. Nossa armadura surrada e nosso semblante cicatrizado tornará mais ilustre nossa vitória acima, quando formos saudados a nos assentar entre aqueles que venceram o mundo. Não teremos plena comunhão com Cristo se não residirmos aqui na Terra por algum tempo, pois Ele foi batizado com um batismo de sofrimento entre os homens, e temos de ser batizados com o mesmo batismo se quisermos compartilhar Seu reino.

A comunhão com Cristo é tão honrada que o sofrimento mais doloroso é um baixo preço pelo qual a alcançaremos. Outra razão para a nossa prolongada permanência aqui é o bem de outros. Não devemos desejar entrar no céu até que o nosso trabalho esteja feito; pode ser que estejamos destinados a ministrar iluminação às almas ignorantes no deserto do pecado. A nossa prolongada estadia aqui é, sem dúvida, para a glória de Deus. Um santo tentado, tal como um diamante bem cortado, brilha muito bem na coroa do Rei. Nada reflete tanta honra a um trabalhador como a prolongada e severa prova do seu trabalho, assim como uma triunfante resistência à provação sem ceder em qualquer parte. Nós somos a obra das mãos de Deus em quem será Ele glorificado por nossas aflições.

É para a honra de Jesus que suportamos a prova de nossa fé com sagrada alegria. Que cada homem renda seus desejos pessoais para a glória de Jesus, e sinta: "Se meu repousar na poeira eleva meu Senhor senão que um centímetro, deixeme repousar entre os 'cacos de barro' (Is 45:9); se viver para sempre na Terra fará o meu Senhor mais glorioso, será meu céu ser excluído do céu". Nosso tempo é fixado e estabelecido por decreto eterno. Não fiquemos ansiosos com isso, mas esperemos com paciência até que os portões de pérola se abram.