Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 21 de abril

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) eu sei que o meu Redentor vive (…)

(Jó 19:25)

A essência do conforto de Jó descansava nesta pequena palavra: "Meu", "meu Redentor", e no fato que o Redentor vive. Oh! possua um Cristo vivo. Devemos nos apropriar dEle antes de podermos nos regozijar nEle. Não se contente até que, pela fé, você possa dizer: "Sim, lanço a mim mesmo em meu Senhor que vive, e Ele é meu". Pode ser que você O segure com mão fraca; parte de você acha que é presunção dizer: "Ele vive como meu Redentor"; no entanto, lembre-se que se você tiver fé como um grão de mostarda, essa pequena fé lhe confere o direito de dizê-lo.

Contudo, há aqui também uma outra palavra que exprime a forte confiança de Jó: "Eu sei". Dizer: "Eu espero que sim, eu confio" é reconfortante, porém há milhares do aprisco de Jesus que quase nunca chegam tão longe assim. Mas, para chegar à essência da consolação, você deve dizer: "Eu sei". "Se", "mas" e "talvez" são assassinos da paz e do conforto. Dúvidas são coisas depressivas em momentos de tristeza. Como vespas, elas picam a alma! Se eu tivesse alguma suspeita de que Cristo não é meu, isso seria vinagre misturado com fel de morte; mas se eu sei que Jesus vive, então, a escuridão não é escura; mesmo a noite é luz para mim. Certamente se Jó, naqueles tempos, antes da chegada e do advento de Cristo, pôde dizer: "Eu sei", não devemos nós falar de modo menos afirmativo. Que Deus não permita que a nossa positividade seja presunção; que as nossas evidências estejam corretas, para que não venhamos a construir sobre uma esperança sem fundamento; porém, não fiquemos satisfeitos com o mero fundamento, pois é a partir dos andares acima que temos a mais ampla perspectiva. Um Redentor vivo, verdadeiramente meu, é alegria indizível.

Noite

(…) o qual está à direita de Deus (…)

(Rm 8:34)

Aquele que antes foi desprezado e o mais rejeitado entre os homens, ocupa agora a respeitável posição de amado e honrado Filho. À mão direita de Deus é o lugar de majestade e graça. Nosso Senhor Jesus é o representante de Seu povo. Quando morreu por eles, tiveram descanso; quando ressurgiu para eles, tiveram liberdade; quando assentou-Se à mão direita de Seu Pai, tiveram graça, e honra, e dignidade. A ressurreição e elevação de Cristo é a ressurreição, aceitação, consagração e glorificação de todo o Seu povo, pois Ele é a cabeça e o representante deles.

Estar assentado à direita de Deus deve ser visto como a aceitação da pessoa do Fiador, a recepção do Representante e, por isso, a aceitação de nossas almas. Ó santo, veja nisso a certeza da tua liberdade contra a condenação. "Quem é que condena?" (Rm 8:34). Quem condenará aqueles que estão em Jesus, à mão direita de Deus? À mão direita é o lugar de poder. Cristo, à mão direita de Deus, tem todo o poder nos céus e na Terra (Mt 28:18). Quem poderá lutar contra o povo que tem tal poder investido em seu Capitão? Ó minha alma, o que poderá destruir-te se a Onipotência é o teu socorro? Se a égide do TodoPoderoso te cobre, que espada poderá te ferir? Descansa segura. Se Jesus é o teu todo-poderoso Rei, se Jesus pisou os teus inimigos debaixo de Seus pés, se o pecado, a morte e o inferno estão todos vencidos por Ele, e tu estás representado nEle, de nenhuma forma poderás ser destruído.