Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 15 de março

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus

(2Tm 2:1)

Cristo tem graça sem medida em Si mesmo, mas Ele não a reteve apenas para Si. Tal como o reservatório que se esvazia para dentro dos tubos, assim também Cristo esvaziou Sua graça para o Seu povo. "E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça" (Jo 1:16). Ele parece ter por único objetivo dispensá-la a nós. Ele permanece como a fonte, sempre fluindo para suprir os cântaros vazios e os lábios sedentos que dEle se aproximam.

Como uma árvore, Ele oferece uma doce fruta, não para ficar pendurada em galhos, mas para ser recolhida por aqueles que precisam. A graça, cuja obra é perdoar, purificar, preservar, fortalecer, iluminar, despertar ou restaurar, pode sempre ser nEle obtida, livremente e sem preço; do mesmo modo, não há obra alguma da graça que Ele não conceda a Seu povo. Tal como o sangue dentro do corpo que, apesar de fluir do coração, pertence igualmente a todos os membros, assim também as influências da graça são a herança de todos os santos unidos ao Cordeiro; e aqui há uma doce comunhão entre Cristo e Sua Igreja, pois ambos recebem a mesma graça. Cristo é a Cabeça sobre o qual o óleo é primeiramente derramado, porém o mesmo óleo escorre para todas as bordas do Seu manto, de modo que o mais pobre dos santos tem a mesma valorosa e vigorosa unção que caiu sobre a Cabeça. Isso é verdadeira comunhão, ou seja, quando a seiva da graça flui a partir do tronco para os ramos, e quando se percebe que o ramo em si mesmo é sustentado por todo o alimento que alimenta o tronco. À medida que, a cada dia, recebemos a graça de Jesus e mais constantemente a reconhecemos como proveniente dEle, devemos contemplá-Lo em comunhão conosco e nos regozijar da felicidade de comungar com Ele. Façamos uso diário de nossas riquezas e sempre dirijamo-nos a Ele como nosso próprio Senhor em aliança, extraindo dEle, com grande ousadia, o suprimento de tudo aquilo que precisamos, tal como os homens tiram o dinheiro de seus próprios bolsos.

Noite

(…) ele a fez de todo o seu coração, e prosperou

(2Cr 31:21)

Isto não é um acontecimento incomum, porém a regra geral da moral universal: que os homens que prosperam são aqueles que fazem seu trabalho com todo o seu coração, enquanto são quase certos de falhar aqueles que vão para seu trabalho deixando metade de seu coração para trás. Deus não dá colheitas a homens preguiçosos, exceto colheitas de cardos, assim como não é Seu deleite enviar riquezas àqueles que não vão cavar no campo para encontrar o tesouro escondido. É universalmente aceito que se um homem deseja prosperar, ele deve ser diligente em seus negócios. É o mesmo na religião e em outras coisas. Se você deseja prosperar em seu trabalho para Jesus, que seja um trabalho de coração, e que seja feito com todo o seu coração.

Coloque o máximo de força, energia, sinceridade e seriedade na religião, tal como você faz nos negócios, pois ela merece muito mais. O Espírito Santo ajuda as nossas fraquezas, mas não incentiva nossa ociosidade; Ele ama os crentes ativos. Quem são aqueles mais úteis na igreja cristã? Os que fazem o que se comprometeram com Deus de todo o seu coração. Quem são os professores da escola dominical de maior êxito? Os mais talentosos? Não, os mais zelosos, os homens cujos corações estão em chamas, aqueles homens que veem o seu Senhor marchando com êxito na majestade da Sua salvação. Aquele que emprega todo o seu coração demostra–o em perseverança; pode haver falha no início, mas o trabalhador sério vai dizer: "É a obra do Senhor, e isso deve ser feito; o meu Senhor me ordenou a fazê-lo e, em Sua força, eu irei realizá-lo".

Cristão, tu estás, portanto, "com todo o seu coração" servindo ao teu mestre? Lembre-se do zelo de Jesus! Lembre-se que tipo de coração era o dEle! O Senhor disse: "Pois o zelo da tua casa me devorou" (Sl 69:9). Quando Ele suou grandes gotas de sangue, não foi um fardo leve o que Jesus teve de carregar sobre Seus abençoados ombros, e quando abriu Seu coração, não foi um esforço sem vigor aquele feito para a salvação de Seu povo. Jesus era ardente; seremos nós mornos?