Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 23 de fevereiro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) Não te deixarei (…)

(Hb 13:5)

Nenhuma promessa é de particular interpretação. Tudo aquilo que Deus disse para algum santo, Ele disse para todos. Quando Ele abre um poço para alguém é para que todos possam beber. Quando Ele abre a porta do celeiro para dar alimento, por haver algum homem faminto que tenha motivado que o celeiro fosse aberto, todos os santos famintos podem vir e também se alimentarem. Se Ele deu a palavra a Abraão ou a Moisés, não importa, ó crente, Ele deu a ti como um dos descendentes da aliança.

Não há uma elevada bênção que seja demasiadamente elevada para ti, nem uma larga misericórdia que seja extensa demais para ti. Levanta, agora, os teus olhos para o norte e para o sul, para o leste e para o oeste, pois tudo isso é teu. Suba ao cume de Pisga (Dt 3:27), e veja o mais longínquo limite da promessa divina, porque a terra é toda a tua possessão. Não há um riacho de água viva em que não possas beber. Se a terra mana leite e mel, come o mel e bebe o leite, pois ambos são teus. Sê tu ousado para acreditar, porque Ele disse: "Eu nunca te deixarei, nem te desampararei" (Hb 13:5). Nessa promessa, Deus dá ao Seu povo tudo. "Eu nunca te deixarei". Então, nenhum atributo de Deus pode deixar de ser empenhado por nós. Ele é poderoso? Ele Se mostrará forte em nome dos que nEle confiam. Ele é amor? Então, com benignidade, Ele terá piedade de nós. Todos os atributos que compõem o caráter da Divindade, cada um deles, em toda a sua extensão, são empenhados em nosso favor. Em resumo, não há nada que você possa necessitar, não há nada que você possa pedir, não há nada que você possa precisar, no momento ou na eternidade, não há nada vivo, nada morto, não há nada neste mundo, nada em outro mundo, não há nada agora, nada na manhã da ressurreição, nada no céu, que não esteja contido neste texto: "Eu nunca te deixarei, nem te desampararei".

Noite

(…) toma a cruz, e segue-me

(Mc 10:21)

Você não fez sua própria cruz, embora a incredulidade seja um hábil mestre carpinteiro; também não lhe é permitido escolher sua própria cruz, embora o desejo próprio, de bom grado, seria senhor e mestre; sua cruz é preparada e designada a você pelo amor divino, e você alegremente deve aceitá-la; você toma a sua cruz como seu emblema escolhido, e não para contestá–la. Esta noite, Jesus lhe convida a submeter seu ombro ao Seu suave jugo. Não recalcitre com petulância, ou pise-a com vã glória, ou caia debaixo dela em desespero, ou fuja com medo; tome esse jugo como um verdadeiro seguidor de Jesus. Ele foi um símbolo da cruz; Ele lidera o caminho na estrada da tristeza. Certamente você não poderia desejar um guia melhor!

E se Jesus carregou uma cruz, qual fardo mais nobre você desejaria? A Via Crucis é o caminho da segurança; não temas em trilhar seus caminhos espinhosos. Amado, a cruz não é feita de plumas ou forrada com veludo; é pesada e irritante aos ombros desobedientes; contudo, não é uma cruz de ferro, embora seus medos a tenham pintado com tais cores; ela é uma cruz de madeira, e qualquer homem pode carregá-la, pois o Homem de dores (Is 53:3) suportou seu peso. Tome a sua cruz e, pelo poder do Espírito de Deus, logo você estará tão apaixonado por ela que, assim como Moisés, você não trocaria o opróbrio de Cristo por todos os tesouros do Egito. Lembre-se que aquilo que Jesus carregou irá exalar um suave perfume; lembre-se que, em breve, ela será seguida de uma coroa, e o pensamento da grandeza da glória do porvir aliviará muito o momentâneo peso da inquietação. Que o Senhor vos ajude, antes de dormir esta noite, a curvar seu espírito em submissão à vontade divina, para que, ao acordar com o sol do amanhã, você possa ir adiante com a cruz do dia, com um santo e submisso espírito que o torna um seguidor do Crucificado.