E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião (…)
(Ap 14:1)
O apóstolo João teve o privilégio de olhar para dentro dos portões do céu e, ao descrever o que viu, ele começa dizendo: "E olhei, e eis que estava o Cordeiro". Isso nos ensina que o principal objeto de contemplação no estado celestial é "o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1:29). Nada mais atraiu a atenção do apóstolo que a pessoa dAquele Divino Ser que nos remiu com Seu sangue. Ele é o tema do louvor de todos os espíritos glorificados e santos anjos. Cristão, aqui está a alegria para ti; tu olhaste e viste o Cordeiro; através das tuas lágrimas, os teus olhos viram o Cordeiro de Deus que tira os teus pecados.
Regozija-te, então. Em pouco tempo, quando forem enxugadas as lágrimas dos teus olhos, tu verás o mesmo Cordeiro exaltado em Seu trono. Essa é a alegria do teu coração para manter a tua comunhão diária com Jesus; no céu, terás a mesma alegria em um grau muitíssimo mais elevado; tu desfrutarás da constante visão de Sua presença; tu habitarás com Ele para sempre. "E olhei, e eis que estava o Cordeiro"! Ora, aquele Cordeiro é o próprio céu; como bem disse Rutherford: "Céu e Cristo são a mesma coisa"; estar com Cristo é estar no céu, e estar no céu é estar com Cristo. Esse prisioneiro do Senhor escreveu docemente em uma de suas brilhantes cartas: "Ó meu Senhor Jesus Cristo, se eu pudesse estar no céu sem Ti, isso seria um inferno; e se eu pudesse estar no inferno e ainda ter a Ti, isso seria um paraíso para mim, pois Tu és todo o céu que eu quero". É verdade, não é mesmo, cristão?
Não pode, tua alma, também dizer isso? Tudo o que necessitas para fazer-te abençoado, supremamente abençoado, é "estar com Cristo". "Nem todas as harpas Podem fazer um lugar celestial, Se Deus, a Sua morada remover, Ou Sua face esconder". Samuel Rutherford (1600 - 1661) foi um pastor presbiteriano, teólogo, e um dos Comissários Escoceses na Assembleia de Westminster. (N.T.)