Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 11 de janeiro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) estes […] não têm raiz (…)

(Lc 8:13)

Minha alma, examine-se, nesta manhã, à luz desse texto. Tu recebeste a palavra com alegria; teus sentimentos foram agitados e uma vívida impressão foi feita; contudo, lembre-se que receber a palavra aos ouvidos é uma coisa, e receber Jesus em tua alma é outra completamente diferente; sentimentos superficiais são muitas vezes associados à dureza interior do coração, e uma impressão vívida da palavra nem sempre é duradoura. Na parábola, a semente, em um caso, caiu em terreno cujo fundo era rochoso, coberto por uma fina camada de terra; quando a semente começou a criar raízes, seu crescimento para baixo foi dificultado pela dureza da pedra e, por isso, gastou sua força empurrando seu broto verde para cima tão alto quanto pôde, mas, não tendo qualquer umidade interior proveniente do sustento pelas raízes, secou-se. É esse o meu caso? Fiz eu uma exposição da justiça em minha carne sem ter uma vida interior correspondente? Bom crescimento tem lugar para cima e para baixo ao mesmo tempo. Porventura estou enraizado na fidelidade e no amor sincero a Jesus? Se meu coração permanece não suavizado e não fertilizado pela graça, a boa semente pode germinar por um período, contudo, murchará ao final, pois não poderá florescer em um coração rochoso, não quebrantado, não santificado. Que eu tema a piedade rápida no crescimento, mas desprovida de resistência, tal como a aboboreira de Jonas (Jn 4:7); deixe-me considerar o custo de ser um seguidor de Jesus e, acima de tudo, que eu sinta a força do Seu Espírito Santo; então, possuirei uma semente duradoura e permanente em minha alma. Se minha mente continua a ser tão obstinada como era por natureza, o sol do julgamento irá queimá-la, e meu duro coração ajudará a moldar o calor mais terrível sobre a encoberta semente do mal, e minha religião morrerá em breve, e meu desespero será horrível; portanto, ó Semeador celeste, lavra-me em primeiro lugar e, em seguida, lança a verdade dentro de mim, e deixe-me render a Ti uma colheita abundante.

Noite

Mas eu roguei por ti (…)

(Lc 22:32)

Quão encorajador é o pensamento que o Redentor nunca cessa de interceder por nós. Quando oramos, Ele intercede por nós; quando não estamos orando, Ele está defendendo nossa causa e, pelas Suas súplicas, nos protegendo dos perigos invisíveis. Observe a palavra de conforto dirigida a Pedro: "Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; mas"… (Lc 22:31). Mas o quê? "Mas vá e ore por si mesmo"; esse teria sido um bom conselho, porém não está escrito assim.

Igualmente não foi dito: "Mas Eu vou mantê-lo atento e, por isso, você será preservado"; isso teria sido uma grande bênção, contudo, o que Jesus disse foi: "Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça" (Lc 22:32). Nós pouco sabemos sobre aquilo que estamos em dívida nas orações de nosso Salvador. Quando alcançarmos os montes mais elevados do céu e olharmos para trás, por todo o caminho que o Senhor nosso Deus nos levou, como O louvaremos, pois Ele, diante do trono eterno, desfez o mal que Satanás estava fazendo sobre a Terra. Como iremos agradecê-Lo porque Ele nunca Se calou, mas dia e noite apontou para as feridas de Suas mãos e carregou nossos nomes em Seu peitoral! Mesmo antes de Satanás começar a tentar, Jesus o antecipou e intercedeu no céu. Misericórdia excede a malícia. Repare, Ele não diz: "Satanás quer", pois Jesus restringe a Satanás até mesmo em seu próprio desejo, e aperta o mal pela raiz. Jesus não disse: "Mas eu desejo orar por você"; não, porém: "Eu roguei por ti", "Eu já fiz isso; Eu fui ao tribunal e entrei com uma contestação mesmo antes da acusação ser feita". Ó Jesus, que conforto é saber que defendes a nossa causa contra os nossos inimigos invisíveis; contraminou suas minas e desmascarou suas emboscadas. Aqui há um fato de alegria, gratidão, esperança e confiança.