(…) estes […] não têm raiz (…)
(Lc 8:13)
Minha alma, examine-se, nesta manhã, à luz desse texto. Tu recebeste a palavra com alegria; teus sentimentos foram agitados e uma vívida impressão foi feita; contudo, lembre-se que receber a palavra aos ouvidos é uma coisa, e receber Jesus em tua alma é outra completamente diferente; sentimentos superficiais são muitas vezes associados à dureza interior do coração, e uma impressão vívida da palavra nem sempre é duradoura. Na parábola, a semente, em um caso, caiu em terreno cujo fundo era rochoso, coberto por uma fina camada de terra; quando a semente começou a criar raízes, seu crescimento para baixo foi dificultado pela dureza da pedra e, por isso, gastou sua força empurrando seu broto verde para cima tão alto quanto pôde, mas, não tendo qualquer umidade interior proveniente do sustento pelas raízes, secou-se. É esse o meu caso? Fiz eu uma exposição da justiça em minha carne sem ter uma vida interior correspondente? Bom crescimento tem lugar para cima e para baixo ao mesmo tempo. Porventura estou enraizado na fidelidade e no amor sincero a Jesus? Se meu coração permanece não suavizado e não fertilizado pela graça, a boa semente pode germinar por um período, contudo, murchará ao final, pois não poderá florescer em um coração rochoso, não quebrantado, não santificado. Que eu tema a piedade rápida no crescimento, mas desprovida de resistência, tal como a aboboreira de Jonas (Jn 4:7); deixe-me considerar o custo de ser um seguidor de Jesus e, acima de tudo, que eu sinta a força do Seu Espírito Santo; então, possuirei uma semente duradoura e permanente em minha alma. Se minha mente continua a ser tão obstinada como era por natureza, o sol do julgamento irá queimá-la, e meu duro coração ajudará a moldar o calor mais terrível sobre a encoberta semente do mal, e minha religião morrerá em breve, e meu desespero será horrível; portanto, ó Semeador celeste, lavra-me em primeiro lugar e, em seguida, lança a verdade dentro de mim, e deixe-me render a Ti uma colheita abundante.